terça-feira, dezembro 26, 2006
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- Nome: Jorge P. Guedes
- Localização: Vilamoura, Algarve, Portugal
- OS MEUS BLOGUES activos - «O SINO DA ALDEIA» - Blogue principal - informação, crítica socio-política, humor, música, cultura, artes... ; e «O SINO DE ALDEIA» a partir de 13 jan. 2021 +++ «CINE-SINO» - Filmes, séries, documentários +++ «LUGAR AO SOM» - Só música de que gosto
Publicados anteriormente


8 Comments:
É verdade, pá! isto vai tudo de vento em popa... vivó Benfica, vivó Marrazes!
A propósito de gatos e porque estamos em Abril e ainda porque todos nos gostamos de bichos, permitam-me que vos deixe aqui este poema de Eugénio de Andrade, do seu livro “O sal da língua (1995)”.
Certamente que o conhecem, mas eu não resisti à tentação de o reproduzir, tanta é a beleza e a ternura dos seus 22 versos.
Então aqui fica:
.
ACERCA DE GATOS
Em Abril chegam os gatos: à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhor dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.
Eugénio de Andrade
In O sal da língua (1995)
A propósito de gatos e porque estamos em Abril, permitam-me que vos deixe aqui este poema de Eugénio de Andrade, do seu livro “O sal da língua (1995)”.
Certamente que o conhecem, mas eu não resisti à tentação de o reproduzir, tanta é a beleza e a ternura dos seus 22 versos.
Então aqui fica:
.
ACERCA DE GATOS
Em Abril chegam os gatos: à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhor dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.
Eugénio de Andrade
In O sal da língua (1995)
O T disse que o tigre está maluco, eheh.
LAGARTINHA:
Hehehehe!...
Está irrrrritado!
LAGARTINHA:
Hehehehe!...
Está irrrrritado!
Viva a ebridade do tigre saltitão... e a versão tecno de pop cornes.
Um abraço
António
Esse blog eu não conhecia!!! Obrigada pela doce visita, volte sempre!!! Fico muito feliz!!! Sinto-me honrada!!!
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