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QUINTA DOS BICHOS: Diálogos sem espinhas (republ.)

QUINTA DOS BICHOS

Um blogue por amor aos animais e à criançada, uma simples homenagem a todos eles que por cá andam como nós e que nasceram para ser felizes, tal como nós! Mas neste espaço falar-se-á igualmente de coisas que a todos dizem respeito. A Quinta quer ser alegre e apelar à vida, lutar pelo direito à felicidade! Jorge,o Mocho-Real. 1ªpublicação em 6 de Abril,2006 PARA TI CLOÉ

terça-feira, dezembro 26, 2006

Diálogos sem espinhas (republ.)

Image is Free Hosted By Pictiger.comAgora é que a Educação vai melhorar, não achas Gato?

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Clarrro! E a ssaúde...ass finançass...oss trribunaiss...oss sserrviçoss públicoss...

...a agrrriculturrra...o turrrissmo...o Benfica...

...e o teu narrizz...depoiss de EU o essmurrarr!...

ARRGGH!...AARRRGGGHH!...


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8 Comments:

Blogger zé lérias (?) said...

É verdade, pá! isto vai tudo de vento em popa... vivó Benfica, vivó Marrazes!

1:20 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

A propósito de gatos e porque estamos em Abril e ainda porque todos nos gostamos de bichos, permitam-me que vos deixe aqui este poema de Eugénio de Andrade, do seu livro “O sal da língua (1995)”.
Certamente que o conhecem, mas eu não resisti à tentação de o reproduzir, tanta é a beleza e a ternura dos seus 22 versos.
Então aqui fica:
.
ACERCA DE GATOS

Em Abril chegam os gatos: à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhor dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.


Eugénio de Andrade
In O sal da língua (1995)

7:44 p.m.  
Anonymous Anónimo said...

A propósito de gatos e porque estamos em Abril, permitam-me que vos deixe aqui este poema de Eugénio de Andrade, do seu livro “O sal da língua (1995)”.
Certamente que o conhecem, mas eu não resisti à tentação de o reproduzir, tanta é a beleza e a ternura dos seus 22 versos.
Então aqui fica:
.
ACERCA DE GATOS

Em Abril chegam os gatos: à frente
o mais antigo, eu tinha
dez anos ou nem isso,
um pequeno tigre que nunca se habituou
às areias do caixote, mas foi quem
primeiro me tomou o coração de assalto.
Veio depois, já em Coimbra, uma gata
que não parava em casa: fornicava
e paria no pinhal, não lhe tive
afeição que durasse, nem ela a merecia,
de tão puta. Só muitos anos
depois entrou em casa, para ser
senhor dela, o pequeno persa
azul. A beleza vira-nos a alma
do avesso e vai-se embora.
Por isso, quem me lambe a ferida
aberta que me deixou a sua morte
é agora uma gatita rafeira e negra
com três ou quatro borradelas de cal
na barriga. É ao sol dos seus olhos
que talvez aqueça as mãos, e partilhe
a leitura do Público ao domingo.


Eugénio de Andrade
In O sal da língua (1995)

9:33 p.m.  
Blogger lagartinha said...

O T disse que o tigre está maluco, eheh.

7:18 p.m.  
Blogger Jorge P. Guedes said...


LAGARTINHA:

Hehehehe!...
Está irrrrritado!

11:13 p.m.  
Blogger Jorge P. Guedes said...


LAGARTINHA:

Hehehehe!...
Está irrrrritado!

11:13 p.m.  
Blogger ANTONIO DELGADO said...

Viva a ebridade do tigre saltitão... e a versão tecno de pop cornes.

Um abraço
António

11:17 p.m.  
Blogger Sonia Regly said...

Esse blog eu não conhecia!!! Obrigada pela doce visita, volte sempre!!! Fico muito feliz!!! Sinto-me honrada!!!

7:25 p.m.  

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