

"Com a homologação do Regulamento de Registo Zootécnico da Raça de asininos das Terras de Miranda em Junho de 2002, deu-se início ao processo de registo de animais, através de registo inicial no Livro de Adultos. Este curto espaço de tempo permitiu registar 252 animais de um total de 360 inventariados, nas freguesias do concelho de Miranda do Douro. Com base nesses dados e informação apresentada em Samões, (2000) é possível estimar o efectivo da raça num máximo de 1000 fêmeas reprodutoras e 40 machos disponíveis, (ver Tabela 1). No entanto, dada a tendência global de regressão da espécie assim como o desconhecimento acerca da população nos concelhos de Vimioso e Bragança, é natural que presentemente o efectivo seja menor.
Número de fêmeas reprodutoras 1000 ind. Número de fêmeas reprodutoras registadas 100 ind. Percentagem de fêmeas reprodutoras cruzadas com um macho da mesma raça 10% Percentagem de fêmeas reprodutoras registadas cruzadas com um macho da mesma raça 100% Número de machos disponíveis 40 ind. |
Tabela 1 - Estimativa do efectivo de asininos da Raça de Miranda (2001) A rarefacção de exemplares da raça é especialmente preocupante devido à quase inexistência de burros machos disponíveis, pois a estimativa inclui machos jovens que poderão vir a ser castrados e também devido à existência de machos inteiros adultos que não são usados para reprodução por razões relacionadas com o maneio agrícola. Aliado a este problema verifica-se que alguns dos burros são já idosos ou encontram-se em localidades afastadas das freguesias onde ocorre um número elevado de fêmeas da raça. Daí que a estimativa mais realista aponte para um número inferior a 10 burros adultos inteiros que efectivamente possam ser usados na reprodução. Este factor está a condicionar negativamente a tendência da raça por duas razões principais: por um lado por aumentar o número de cruzamentos entre variedades distintas (dada a utilização de machos sem as características da raça) e por outro a redução da capacidade reprodutiva da fêmeas da raça (dado que com o passar dos anos sem ocorrer reprodução a capacidade reprodutiva das fêmeas tende a diminuir). Apesar do êxodo rural e abandono agrícola, com consequente decréscimo do efectivo, estes animais ainda possuem uma elevada importância na economia rural desta região. Daí que nas principais feiras de gado da região ainda se mantenha viva a tradição de venda de burros, como é o caso da Feira dos Gorazes de Mogadouro (15 de Outubro) e a Feira dos Gorazes de Sendim (30 de Outubro). Estas festividades que são um sinal da vitalidade que a raça ainda apresenta na região, correspondiam (e ainda correspondem) à venda dos burricos nascidos na Primavera anterior com a idade de 6-8 meses, ou seja logo após o desmame."
©2005 Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino webmaster@aepga.pt
Não querendo tornar maçadora esta mensagem, limitei-me a transcrever o que o site da AEPGA tornou público. Acontece que, no mesmo, são feitas denúncias sobre o comportamento que o Ministério da Agricultura terá tido em relação aos acordos feitos e que possibilitariam a continuidade do registo dos animais existentes e a sensibilização dos seus proprietários,que muitas vezes nem sequer sabem que os seus burros são de raça mirandesa.
A ser verdade a denúncia da AEPGA, e nada aponta para que não o seja, o Ministério da Tutela terá dado um verdadeiro "coice" na preservação de uma raça milenar que sempre foi companhia dócil e companheira de trabalho de tantos agricultores de minifúndios transmontanos.
ASSIM SE PRESERVAM AS ESPÉCIES EM PORTUGAL !
RECOMENDO UMA VISITA AO SITE DA " AEPGA" para saber mais sobre esta espécie (origem, caracteristicas e outras informações. www.aepga.pt
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